Em uma semana em que essa palavra está tão presente, não poderia deixar de falar sobre ela. Em 6 dias as Marias se mudam e algumas coisas devem ser ponderadas: Preparar a casa que se vai, encaixotar pertences, separar o que é útil do que é lixo, planejar e reestruturar, carregar peso atrás de peso, gastos financeiros, tirar e recolocar pregos das paredes, preparar e esvaziar o lugar que fica e todas as coisas que bem lembrei,mas não quero ultrapassar as linhas de aceitação e preguiça. Sem contar todo aquele estresse que somente é compensador quando se vê tudo no seu devido lugar, inclusive as costas na hora do sono justo e quase impessoal no novo lar.
Resolvi ser solidária a tanta dor e mudar algumas coisas por aqui também. Já faz uma semana que estou no principal processo de definir o que é útil do que é lixo e já foram três sacolas de 100l.Mesmo assim, quando olho ao redor, parece que o que deveria ficar melhor e mais visível se tornou um acúmulo de coisas que não tenho coragem de me livrar.
Não há o que fazer a não ser me limitar ao meu espaço e valores. Aí vem a parte realmente difícil de mudar, aquela em que mudamos internamente os conceitos e temos que pensar, redirecionar e outros verbos deixados para o dia de amanhã em que pensamos,mesmo que intimamemente, que não iria chegar.
Não podemos separar a mudança externa (de espaço) da mudança interna porque uma trabalha junto com a outra e, algumas vezes, é o que realmente sustenta e impulsiona o que a preguiça e comodidade fizeram questão de levar e estragar.
Num conjunto de situações presentes, sou uma pessoa diferente daquela de um ano atrás que chegou aqui praticamente sem lenço,documento e direção. Não posso nem pensar em me comparar com uma pessoa que não tinha geladeira, fogão e/ou sofá. Tudo foi devidamente conquistado e o que foi reformulado é o que hoje me define. Hoje eu tenho um sofá, uma geladeira, um fogão e até uma mesa que me fez parar de comer no chão.
Mudanças e transições. O tempo inteiro estamos mudando, transitando e nos redefinindo.Precisamos acompanhar o fluxo de como as coisas são e das opções/decisões tomadas diariamente para não nos perder ou ficar pra trás. Aliás, precisamos seguir o fluxo para não ficar na mesmice do que acaba por se tornar banal.
Desperdícios financeiros, papeladas que já não prestam nem para recordações, cds que não funcionam, roupas que não usei nos últimos 10 anos, sapatos que machucam, utencílios que não utilizo, mil caixas que não entendo e outras reestruturações que foram realizadas aproveitando o momento.
Para que no fim, depois de toda a desorganização e bagunça realizada, possamos colocar o que sobrou desse novo período em outras mil caixas que não entendremos, em mil papeladas que não lembraremos e repetiremos o mesmo ciclo de se desfazer do que já não colabora em mais nada com a nova pessoa que se tornou para redefinir as novas necessidades e as novas metas de mais uma transição.
"com o otimismo que me é natural
meu pensamento anda contigo
em constante oscilação
em busca da firmeza"
*TUDO dará certo =)

Engraçado que meu mantra contagiou né!? hahhaha
ResponderExcluirVai dar TUDO certo... agora é esperar o QUANDO